Que cruel é a nota de 3.9/10 que o IMDB atribui actualmente a “The Ghost in the Invisible Bikini”… É verdade que o filme de 1966 é dominado por um humor slapstick algo datado e hoje mais apropriado a alegrar as crianças. Contudo isso não o impede de ser uma curiosidade divertidíssima da MGM, em que os protagonistas tão depressa fogem de um gorila chamado Monstro (que recorda o videoclipe de Márcio Lee dedicado ao mesmo animal), como logo depois se juntam aos figurantes para todos dançarem a go-go e o watusi.
O pretexto que desencadeia tudo isto passa por uma história sobrenatural e nada lógica de um morto (Boris Karloff pronto a desbundar) que é desafiado a cometer uma última boa acção (deixar a sua herança em boas mãos) se quiser rejuvenescer e viver a eternidade com uma idade ao gosto da sua amada. Acontece que a sua amada é um fantasma vestido apenas com um bikini invisível (?!?) e é dela que parte este aliciamento claramente sexual. O mais estranho é que a boa acção esperada do morto é colocada em prática pelo fantasma de bikini na função de projecção astral do primeiro.
Ninguém se entende muito bem aqui, mas isso pouco interessa quando a trama “Scooby Doo” vai sendo intercalada com sequências musicais em que Nancy Sinatra e/ou Bobby Fuller (espectacular rocker que morreu cedo demais) cantam enquanto todos dançam à sua volta. Tudo isto acumulado mereceria um 6/10, mas “The Ghost in the Invisible Bikini” tem um dos mais alegres créditos finais de que me recordo e por isso…