“Female Leopard”, o último filme de Kôyû Ohara, é uma peça especialmente pervertida do imenso catálogo da Nikkatsu. Como acontece com boa parte dos filmes desta linhagem, as várias sequências de sexo só não equivalem a puro exploitation por serem parte inevitável do retrato de personagens bastante perturbadas (desta vez um pintor premiado que sofre de um trauma que afinal será talvez a sua maior inspiração). É delicado o tópico incestuoso que “Female Leopard” explora sem quaisquer reservas (atenção, estômagos fracos), mas também caindo num dramatismo espalhafatoso, que ocasionalmente roça o patético. Se existem certamente muitas surpresas e pérolas para encontrar nos recantos mais escondidos dos estúdios da Nikkatsu, esta não será uma delas. Não encontro qualquer explicação para o título em inglês.