Puro filme de fantasia e aventuras consegue fabulosos resultados ao aliar os mais delirantes efeitos visuais a uma estrutura de conto de fadas previsível por tradição. Se não há de facto muito que surpreenda nesta história de reinos ameaçados e feiticeiros malvados, as abundantes animações em stop-motion irradiam magia, inventividade e um festival de cores quase psicadélico (qualidades escassas na era do mais frio CGI). A sequência em que as bruxas atacam o barco deixou-me boquiaberto. Quem gostar de animação stop-motion da escola do mestre Ray Harryhausen, encontrará por aqui muito com que se entreter e deliciar. “Jack the Giant Killer” tem portanto tudo para ser aquele filme que adoraria mostrar a sobrinhos, mesmo que o mais provável fosse desistirem aos dez minutos para ir ver youtubers.