The Evil (1978)

Mais complicado que entender o que assombra as casas, nos filmes, é tentar explicar o porquê de tantos personagens permanecerem nelas depois de se depararem com os mais medonhos sinais de que a morte anda por perto. É verdade que, sem essa atração ingénua pelo sombrio, boa parte dos filmes de casa assombrada terminavam precocemente. Contudo, em “The Evil”, a principal personagem feminina (Dra. Caroline Arnold) vê fantasmas no casarão onde irá viver e nem isso a faz mudar de ideias (apesar de ficar surpreendida e com tonturas).

Deste modo passa a ser ela o símbolo da figura pueril que reage ao sobrenatural com um fascínio e uma curiosidade capazes de superar o tipo de medo que faz fugir a sete pés. Essa mesma figura da criança (seja de que idade for) é claramente um dos elementos transversais no cinema de terror e acaba por fazer todo o sentido neste “The Evil”, que se assume sobretudo como um estudo de diferentes reacções (da mais racional à mais fantasiosa) às manifestações do oculto. Talvez porque não tem muito para mostrar com uma narrativa altamente rudimentar, “The Evil” aposta tudo em ser o puro filme de fantástico. Consegue-o com resultados satisfatórios recorrendo a bons efeitos especiais e criando uma atmosfera decididamente irresistível.

5/10